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Amil é plano de saúde campeão de reclamações em SP; veja lista

 

Via Terra

 

 

O grupo Amil, proprietário dos planos de saúde Amil, Amico, Dix e Medial, foi o campeão de reclamações no Procon de São Paulo no primeiro semestre de 2012, seguido do Green Line Sistema de Saúde e da Unimed Paulistana, segundo ranking divulgado nesta segunda-feira. No semestre, o Procon fez 6.120 atendimentos ao consumidor relativos a planos.
O grupo Amil recebeu 457 reclamações, enquanto o segundo colocado no levantamento teve 294 queixas e o terceiro 166. Conforme o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes, o consumidor paga por muitos anos o seu plano e quando mais precisa dele enfrenta obstáculos na prestação do serviço. Dentre os problemas listados pelos consumidores destaca-se a demora ou impossibilidade em autorizar e marcar consultas e exames, a negativa de cobertura ou reembolso, alterações na rede credenciada sem aviso e reajustes de faixa etária em desacordo com o estatuto do idoso.

 Confira o ranking dos planos com mais reclamações no Procon-SP

1- AMIL – 457
2- GreenLine – 294
3- Unimed Paulistana – 166
4- Intermedica – 125
5- SulAmérica – 109
6- Itálica Saúde – 55
7- Universal Saúde – 48
8- Centro Transmontano de São Paulo – 42
8- Golden Cross – 42
9- Bradesco Saúde S/A – 35
10- Prevent Senior – 31

Posicionamentos
Em nota, a SulAmérica informou que todas as reclamações, solicitações ou esclarecimentos significam que no ano de 2012 a companhia recebeu 16 pedidos de informações por mês em uma base de 2,4 milhões de clientes. A operadora diz ainda que em 84,3% dos casos as reclamações ou solicitações foram atendidas satisfatoriamente. Já a Golden Cross informou que atua de acordo com as normas determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que em recente consulta do órgão regulador foi bem avaliada em relação ao tempo de atendimento aos beneficiários, cumprindo os prazos estabelecidos.

A Unimed Paulistana informou que todas as reclamações encaminhadas à operadora são retornadas aos reclamantes “porém, pelo ponto de vista do cliente, nem sempre a solicitação é atendida”, diz a nota da empresa. “Essas negativas são chamadas de administrativas por não estarem contempladas no contrato, como por exemplo: carência, alguns exames ou procedimentos, razão pela qual, o beneficiário pode mencionar que sua solicitação não foi atendida, mas não em função do descumprimento de contrato pela Unimed Paulistana”. A operadora afirma ainda que a cooperativa possui rede própria e credenciada com mais de 100 hospitais e 2.500 médicos cooperados (proprietários da empresa).

A Bradesco Saúde informou que, junto a sua controlada Mediservice, possui carteira de 3,6 milhões de clientes no País. “Trinta e cinco reclamações correspondem a um percentual mínimo, de apenas 0,001% do total de clientes”, diz a empresa.
Já a Intermédica afirmou que “até o ano de 2011, considerando as cinco maiores operadoras do País, é a empresa que registra o menor número de reclamações junto ao Procon” e que em 2012, solucionou 93,9% das reclamações registradas no Procon. A operadora afirma ainda que o número de pessoas que reclamaram ao Procon trata de demanda por explicações e não demanda de problemas da operadora de saúde.

A GreenLine informou que adotou medidas “enérgicas” para melhorar o atendimento, por meio da capilarização da rede hospitalar para fazer procedimentos cirúrgicos, “bem como a contratação de novas unidades de atendimento médico e laboratorial em toda a Grande São Paulo”. Já a Amil informou que está em período de silêncio e que, por isso, não vai se manifestar.

Terra aguarda posicionamento de Itálica e Prevent Senior. Os responsáveis por Trasmontano só estarão disponíveis para comentar o levantamento nesta terça-feira e a reportagem não conseguiu contatar a Universal Saúde.

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa os planos no País, informou que representa as operadoras apenas institucionalmente, frente às Câmaras de Saúde, à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), câmaras técnicas e grupos de trabalho. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) ainda não se manifestou sobre o levantamento.

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