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Mutação genética pode ser esperança contra Alzheimer

Via O Globo

 

 

 

A descoberta de uma mutação genética rara, que protege contra o mal de Alzheimer e a perda de função cerebral na velhice, pode ser uma nova esperança no tratamento da doença. Cientistas da empresa islandesa deCODE localizaram a mutação em cerca de 1% dos islandeses que fizeram parte do estudo publicado nesta quarta-feira na revista “Nature”. Embora rara, a mutação parece ter um grande efeito protetor contra a doença neurodegenerativa: quem tem esse gene tem chances 47% maiores (do que quem não tem a mutação) de chegar aos 85 anos. Segundo os pesquisadores, essa sequência de DNA é a primeira mutação que confere “forte proteção contra o Alzheimer”.

Em uma série de estudos de acompanhamento, incluindo um com pessoas de 80 anos ou mais que carregam a mutação, os pesquisadores encontraram evidências de que a sequência de DNA também protege contra o declínio do funcionamento cerebral comum na velhice. A descoberta sugere que o Alzheimer e os problemas cognitivos relacionados à idade pertencem a um conjunto de distúrbios e dividem uma causa subjacente.

Os estudos com pacientes que sofrem de Alzheimer revelaram um acúmulo de placas de proteínas beta-amilóide no cérebro, que agem matando os neurônios. A mutação descoberta neste estudo tem o efeito de reduzir pela metade a quantidade dessas placas, o que permite ao cérebro funcionar sem os níveis perigosos observados nos pacientes da doença.

— Sabemos que o Alzheimer está ligado a uma combinação de genética com estilo de vida. Ainda temos muito a aprender sobre o que acontece no cérebro, mas esta pesquisa oferece um novo ângulo sobre um gene já conhecido relacionado à doença — disse Anne Corbett, da Alzheimer Society ao jornal “Guardian”.

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