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Gene envolvido no Alzheimer aumenta risco de diabetes

 

Via ISaúde

 

 

Um estudo publicado na revista Genetics revela a descoberta de um gene que liga o diabetes e o mal de Alzheimer.

A pesquisa, realizada no City College of New York, sugere que o gene, envolvido na doença de Alzheimer, afeta a via de produção de insulina no organismo. A interrupção desta via é uma característica do diabetes.

A descoberta pode apontar para um alvo terapêutico para ambas as doenças e ajudar a explicar porque pessoas com diabetes enfrentam um risco muito maior de demência.

“As vias da insulina estão envolvidas em muitos processos metabólicos, inclusive ajudando a manter o sistema nervoso saudável”, explicando a pesquisadora Chris Li.

Embora a causa da doença de Alzheimer seja ainda pouco clara, um critério para o diagnóstico da doença após a morte é a presença de placas pegajosas de proteína amiloide em porções dizimadas nos cérebros dos pacientes.

Mutações no gene humano da proteína precursora de amiloide (APP) ou em genes que processam APP aparecem em casos genéticos de Alzheimer.

No estudo, Li e seus colegas examinaram uma proteína chamada APL-1, feita por um gene no verme Caenorhabditis elegans (C. elegans), que é um perfeito substituto para o gene do Alzheimer humano.

“O que descobrimos foi que as mutações no equivalente viral do gene APP retardaram o desenvolvimento do verme, o que sugere que algumas vias metabólicas foram interrompidas. Analisando o modo como o equivalente de APP modula as vias metabólicas diferentes descobrimos que esse gene inibiu a via de insulina”, explica Li.

Isto sugeriu que a versão humana do gene provável desempenha um papel tanto na doença de Alzheimer quanto no diabetes.

Eles também descobriram que mutações adicionais na via de insulina reverteram os defeitos da mutação em APP. Isso ajudou a explicar como esses genes são funcionalmente ligados.

O APL-1 é tão importante, eles descobriram, que quando é retirado dos vermes, os animais morrem. “Isso nos diz que a família de proteínas APP é essencial em vermes, como elas são essenciais em mamíferos, como nós”, ressalta a pesquisadora.

A equipe espera que a pesquisa possa ajudar a descobrir novos tratamentos para ambas as doenças de Alzheimer e diabetes.

Veja a pesquisa (em inglês)

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