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Relacionamento conjugal na meia idade diminui risco de demência

Via Correio do Estado

 

Pessoas de meia idade que vivem sozinhas apresentam uma probabilidade duas vezes maior de desenvolver algum grau de demência, quando comparadas com aquelas que vivem com um parceiro. Esta é a constatação do Dr. Krister Hakansson, pesquisador da Universidade de Vaxjo e do Instituto Karolinska, dois centros de pesquisa médica localizados na Suécia.

Um total de 1.432 indivíduos, com idades entre 65 até 79 anos, foram avaliados para sinais de comprometimento cognitivo, ou seja, prejuízo das funções cerebrais, como memória, raciocínio e concentração. No início do estudo, cerca de 21 anos antes, 1.147 indivíduos eram casados ou tinham alguma forma de relacionamento conjugal estável, 111 eram solteiros, 63 eram separados ou divorciados e 111 eram viúvos.

Após 21 anos anos de seguimento clínico, um total de 139 idosos foram diagnosticados com portadores de algum tipo de comprometimento cognitivo. Um total de 82 idosos apresentavam sinais de um transtorno cognitivo leve, achado que pode representar uma fase de transição entre o declínio da memória relacionada com a idade e a doença de Alzheimer (DA), e 48 foram diagnosticados com sendo portadores de DA.

O Dr. Hakansson concluiu que os indivíduos de meia idade que no início do estudo não tinham um relacionamento conjugal estável, apresentaram um risco duas vezes maior de desenvolver algum grau de demência. Este risco era maior entre os separados, divorciados ou viúvos, quando comparados aos indivíduos solteiros. Segundo o Dr. Hakansson, uma hipótese plausível para explicar estes achados seria o fato de que o término de uma relação conjugal estável poderia desequilibrar o sistema psicobiológico cerebral.

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