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Nova droga contra mal de Alzheimer é testada com sucesso em ratos

Via ISaude

Pesquisadores demonstraram que a administração oral de um inibidor de protease cisteína, o E64d, não só reduz o acúmulo de â-amilóide (Aâ) no cérebro de modelos animais com o Mal de Alzheimer, mas também diminui substancialmente o déficit de memória. De acordo com a pesquisadora Vivian Y. H. Hook, esta é uma notícia importante para os cientistas que estudam a doença.

“A descoberta é especialmente importante porque a E64d demonstrou previamente ser segura para uso em seres humanos, por isso acreditamos que o composto tenha um forte potencial para se tornar uma nova terapia para a doença de Alzheimer”, disse Hook.

Nív eis aumentados de Aâ no cérebro estão associados com o desenvolvimento da perda de memória e da placa amilóide, uma das características da doença de Alzheimer. Peptídeos Aâ são “cortados” de uma proteína maior chamada proteína precursora amilóide (APP) por uma “tesoura” enzimática chamada â-secretase, e agregam-se para formar placas nas regiões cerebrais responsáveis ??pela memória.

A E64d reduz Aâ impedindo que a “tesoura” da â-secretase “corte” a cadeia de APP em pequenos peptídeos Aâ tóxicos. Mas neste estudo, os pesquisadores descobriram que o composto na verdade aumenta a atividade de uma protease denominada BACE1 que, até hoje, tem sido considerada como a principal â-secretase. Em vez disso, a E64d parece diminuir a Aâ cerebral, inibindo a atividade â- secretase de outra protease, a Catepsina B.

“O estudo indica a Catepsina B como um novo alvo para a inibição terapêutica da produção de Aâ e que, com ela, a função de memória consequentemente melhorou”, disse Hook. “Esta é uma descoberta importante porque mostramos que a inibição da â-secretase pode ocorrer com a inibição da catepsina B e sem a inibição de BACE1″.

Os pesquisadores estudaram ratos transgênicos velhos e jovens com doença de Alzheimer e descobriram que a perda de memória melhorou em ambos. Nos ratos jovens, a administração de E64d impediu o desenvolvimento da perda de memória; nos ratos idosos com perda de memória, houve melhora.

O estudo baseia-se em um trabalho publicado em março de 2008 que demonstrou pela primeira vez que os inibidores de catepsina B melhoraram a memória e reduziram a Aâ e a placa amilóide, mas naquele estudo, a droga foi administrada diretamente no cérebro dos ratos AD. No novo estudo, a administração oral da droga foi eficaz e poderia conduzir o caminho para ensaios clínicos em seres humanos.

 

 

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